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sábado, 24 de diciembre de 2016

Práticas Corporais Holísticas e Fitness

Como profissional, educadora física, formadora, terapeuta holística e alguém que inspira pessoas a nível físico, emocional, mental e espiritual, atrevo-me a escrever este artigo no sentido de ampliar a consciência da comunidade do setor a ouvir os ecos do futuro. Olhar cada aluno, sócio ou cliente, colega, diretor… de uma forma mais profunda, ir além do corpo físico, é um requisito cada vez mais necessário ao longo desta mudança de Era planetária, tocando em cada um como um Todo.

Já não basta só o culto do corpo perfeito, há que integrar também a mente, o emocional e o espiritual da forma mais equilibrada possível, integrar o trabalho holístico num sector onde a capacidade física de cada um é a base para a evolução consciente.

Então como podemos adotar esta visão holística no sector do Fitness?
Comecemos então por definir a palavra Holística.
A palavra holística foi criada a partir do termo holos, que em grego significa "todo" ou "inteiro". Holístico ou holista é um adjetivo que classifica algo relacionada com o holismo, ou seja, que procura compreender os fenómenos na sua totalidade e globalidade. A abordagem holística acredita que os elementos emocional, mental, espiritual e físico de cada pessoa formam um sistema – o todo de cada um. O princípio geral do holismo pode ser resumido por Aristóteles, na sua Metafísica, quando afirma: “O todo é maior do que a simples soma das suas partes”.
O Holismo declara que qualquer sistema deve ser abordado como uma visão de totalidade, que busca integrar as partes dentro de um todo harmonioso.

O Corpo como base do desenvolvimento holístico
Definindo o corpo como: “tudo o que ocupa espaço e constitui unidade orgânica ou inorgânica”, “é a matéria que constitui o indivíduo”, “é aquilo que é passível de ser tocado, que possuí uma forma através do qual existe contato com o exterior”, podemos afirmar que o nosso corpo é a melhor fonte de informação sobre o funcionamento da nossa mente, das nossas emoções bem como da nossa auto perceção da energia pessoal. Segundo Gasparetto, o corpo é uma espécie de sensor que acusa o modo como o indivíduo lida com os acontecimentos. Então, é no corpo físico que cada um manifesta o que pensa e o que sente. Sentimentos reprimidos como medo, insegurança, raiva, culpa, ressentimentos, etc., derivados da qualidade do pensamento, são manifestados no corpo físico pelo inconsciente como forma de doença.
Todavia, é importante referir que o exercício físico consegue mobilizar a energia pessoal acumulada isto é, mobiliza o fluxo energético a circular pelos respetivos canais energéticos diminuindo a possibilidade de bloqueios emocionais. A sensação de bem-estar e disposição física, a melhoria da condição física e da aparência física, são estados que ajudam a expandir os canais energéticos, logo, ajudam a diminuir os sentimentos reprimidos. Segundo Guiselini, o exercício físico é o meio de interligação das dimensões física, emocional, social, mental e espiritual pela mobilização e equilíbrio da energia pessoal.

Quais as práticas corporais holísticas integradas no sector Fitness & Wellness?
Com a redescoberta do condicionamento do corpo e uma maior enfase à consciência corporal, entramos assim numa onda ascensional de práticas corporais onde o condicionamento físico ou mais especificamente o bem-estar físico é a base para que as restantes componentes do sistema holístico se integrem.

São elas:

Pilates
É um sistema de exercícios para todo o corpo focado no alongamento e fortalecimento, gerador do equilíbrio físico e prevenção de lesões. Este método enfatiza a precisão, a fluidez, a consciência corporal, a concentração, a respiração, economia e qualidade dos movimentos e alinhamento do corpo. Resulta assim para os seus praticantes, em formas mais alongadas, força sem corpulência, costas sólidas, postura mais correta e uma maior flexibilidade muscular e mobilidade das articulações, além de um renovado vigor mental. A prática do Método Pilates é cada vez mais popular no sector Fitness sendo um método de controlo muscular desenvolvido por Joseph Pilates por volta de 1920.

Yoga
Além de ser uma filosofia de vida que teve origem na Índia há mais de 5000 anos, é também um sistema holístico que trabalha o corpo e a mente ao mesmo tempo. O yoga trabalha as emoções, ajuda as pessoas a agir de acordo com seus pensamentos e sentimentos, além de trazer um profundo relaxamento, concentração, tranquilidade mental, fortalecimento do corpo físico e o desenvolvimento da flexibilidade.
Yoga significa unir, é um termo de origem sânscrita, uma língua presente na Índia, em especial na religião hinduísta. Yoga é um conceito, uma filosofia, que trabalha o corpo e a mente, através de disciplinas tradicionais de quem a pratica. A prática mais usual no sector do Fitness é o Hatha Yoga.

Tai Chi / Chi Kung
Ambos conhecidos como a arte da meditação em movimento, têm origem na china antiga. São apreciados no ocidente devido à sua relação com a meditação e com a promoção da saúde, oferecendo aos que vivem um ritmo veloz das grandes cidades, uma referência de tranquilidade e equilíbrio. Desde cedo, os monges budistas associaram exercícios físicos específicos, ao trabalho energético interno da pessoa. Seguindo isso, estas técnicas procuram promover uma sensação de bem-estar físico e mental, proporcionando ganhos a longo prazo.

Body Balance
É um programa de treino desenvolvido pela Les Mills que combina técnicas de yoga, tai-chi e pilates. Combina os princípios e práticas fundamentais do yoga e pilates tais como a respiração controlada, concentração, flexibilidade e força de modo a criar uma sessão holística que confere um estado de equilíbrio e harmonia ao corpo e à mente.

Happy Flow
É uma prática corporal integrativa desenvolvida por mim, a qual integra várias técnicas do movimento corporal consciente, no sentido de equilibrar o corpo, a mente e a energia pessoal. Através de uma viagem ao yoga, pilates, tai chi, ballet, barra no chão, relaxamento e meditação, os praticantes são levados a sentir um estado de harmonia e tranquilidade, ajudando-os deste modo gerir situações de ansiedade, stress, entre outros.

Assim, todas estas práticas corporais holísticas que atuam nas 5 dimensões do Ser Humano, contribuem de facto para um estilo de vida mais saudável, equilibrado onde a harmonia interna torna-se a base de Viver.

Madalena Aparício
  • Criadora da prática corporal integrativa Happy Flow
  • Terapeuta Integrativa
  • Licenciada em EF e Desporto;
  • Pós-graduada em Gestão de Ginásios e Health Clubs;
  • Doutoranda em Didáticas Especiais da EF e do Desporto;
  • Docente nos cursos de Fitness de Grupo;
  • Criadora do programa Tribal Dance®;
  • Criadora da prática corporal integrativa Happy Flow e Bodhimind Kids;
  • Terapeuta Integrativa;
  • Palestrante em cursos e ações de Desenvolvimento Transpessoal através do movimento corporal consciente, Inteligência Corporal, Dança Consciente e Meditação para Aprendiz

viernes, 24 de julio de 2015

O WELLNESS COMO NOVA MEGATENDÊNCIA


Ao longo dos últimos anos tive oportunidade de trabalhar, observar, ler, estudar, refletir e aprender sobre o comportamento humano na vertente do Wellness, termo utilizado para traduzir um equilíbrio saudável entre corpo, mente e espírito, resultando num sentimento geral de bem-estar.



O Wellness nas sociedades desenvolvidas passou a megatendência, quer isto dizer que a preocupação com o bem-estar tem sido lenta e gradual mas já está instalada e veio influenciar um vasto leque de atividades, processos e perceções. Independentemente da vontade de alguns indivíduos, o Wellness vai continuar a crescer e a ter um enorme impacto na nossa sociedade, tal como o envelhecimento da população mundial.


Mente e espírito

Foram vários os “atletas” (pessoas que se exercitam regularmente) com quem me cruzei e me proporcionaram a oportunidade de os ajudar. 

Quais as suas motivações? A que problemas tentam dar respostas? Quais as soluções encontradas? Em que é que afinal acreditam?

Eu, por exemplo, acredito que somos pessoas imperfeitas num mundo imperfeito. Quando conseguirmos viver com a realidade da imperfeição estamos melhor preparados e adaptados a este nosso mundo, viveremos melhor com o nosso eu e com as outras pessoas imperfeitas que nos rodeiam, sejam os nossos companheiros de uma vida ou uma nova amizade. Esta é a esfera mais complexa do Wellness pois trata-se da perspetiva espiritual: em que é que acreditamos? Quais as nossas crenças? 

Esta perspetiva espiritual irá condicionar a forma como a nossa mente funciona que, por sua vez, irá condicionar os nossos comportamentos e o nosso corpo, tanto na perspetiva funcional como morfológica.

Um dos modelos mais interessantes e completos de pirâmide Wellness apresentados considera, na sua base, a perspetiva mental, na metade esquerda o movimento e na metade direita a alimentação. Na perspetiva mental inclui o dormir o suficiente, dedicar algum tempo a relações sociais, emocionais e aos seus interesses pessoais e hobbies, bem como manter-se positivo motivado e conseguir gerir o stress.

O aspeto central da nossa vida é que vivemos com o nosso corpo, a nossa mente, o nosso espírito e com outras pessoas e temos de gerir com sabedoria estas variáveis, sabendo à partida que a felicidade existe num mundo imperfeito, com corpos, mentes e espíritos de pessoas imperfeitas.


Como são caracterizadas a nossa sociedade e as nossas motivações?

O estilo de vida da nossa sociedade, onde existe abundância de comida e de inatividade, conduz a uma necessidade de gerir o estado do corpo e da mente após a realização das necessidades básicas de alimento, abrigo e cuidados médicos estarem concretizadas. Gerir a alimentação e a atividade física passou assim a ser um aspeto central das nossas vidas. 

As motivações estão diretamente relacionadas com as necessidades. A pirâmide das necessidades de Maslow explica-nos o papel que os vários tipos de necessidades desempenham nas nossas vidas.



A alimentação é das nossas necessidades e motivações básicas. Todos os dias temos de nos alimentar e uma alimentação saudável deve ser um dos nossos hábitos de vida: comer sempre que se tem fome, beber água sempre que se tem sede e um mínimo de dois litros por dia e ter uma alimentação rica em frutas e legumes. Alguns alimentos proporcionam-nos um único e verdadeiro prazer. Devemos saborear com tempo e satisfação aquilo que mais gostamos, o prazer desse momento vai alimentar não só o nosso corpo como a nossa mente e espírito. Uma alimentação saudável vai contribuir para muito e, em especial, para a gestão do seu peso, que se quer saudável e equilibrado. Excessos são permitidos claro, não soubéssemos nós que somos imperfeitos, mas apenas um dia na semana.

Sentir-se fisicamente bem condicionado, sem dores e ter uma boa resistência cardiorrespiratória, força nos braços e nas pernas, uma boa mobilidade para se deslocar, levantar, sentar, deitar ou para jogar o seu desporto favorito seja o ténis, o golfe ou outro é uma necessidade ligada a aspetos de saúde e/ou de autoestima. Esta motivação para o fitness, estar em forma, estar fit, é preenchida com o treino, com o exercício físico. A forma mais básica de fazer exercício é caminhar mas para se estar em boa forma outras qualidades físicas são necessárias treinar, como a força, a flexibilidade, o equilíbrio e a conjugação destas todas que é a destreza. 

Contrariamente à alimentação, ou ao sono, que são necessidades básicas e normalmente as fazemos com prazer, o mesmo não se passa com o movimento e o exercício. Ir ao treino não é uma motivação intrínseca, não vem do nosso interior, esta motivação é para a larga maioria das pessoas extrínseca, externa. Nunca nos deixamos de alimentar mas nem sempre exercitamos de forma regular o nosso corpo. Ambas desempenham papeis muito importantes para a nossa saúde, bem-estar e felicidade mas do ponto de vista motivacional são muito distintas. Pelas suas caraterísticas, a motivação para o treino deve ter o apoio de um treinador. 

Porque é que quando queremos adquirir o hábito de nos exercitarmos nos vamos inscrever no ginásio? Porque precisamos de motivação externa!

E porque é que em muitos dos casos acabamos por desistir? Porque a motivação externa inicial foi perdendo intensidade e os obstáculos do dia-a-dia foram surgindo. 

Como é que conseguimos então estar sempre motivados para a prática do exercício? Precisamos de um treinador ou colega de treino de quem gostamos (empatia) e em quem confiamos (competências). Uma coisa é certa, todos os meses, os objetivos e programa de treino dos “atletas” devem ser avaliados e revistos. Como é que o seu corpo e a sua mente reagem a um novo objetivo e a um novo programa de exercícios? Com entusiasmo e com novas adaptações? 

O treinador deve orientar o “atleta” uma vez por mês nestas duas vertentes (objetivos e plano de treino) e estar disponível para o esclarecer sobre dúvidas ou necessidades que sinta no ajustamento do treino, em alguma dor ou lesão que tenha ou como treinar quando está deslocado da sua residência habitual.


O propósito final

Wellness é um novo conceito abrangente e global de corpo, mente e espirito, que se tem vindo a tornar cada vez mais popular nas nossas vidas. Acredito que Wellness seja uma estilo de vida que nos conduz a um sentimento de saúde e bem estar e nos ajude, neste nosso mundo imperfeito, a sermos mais felizes. Não será esse o mais importante de todos os nossos objetivos? 




viernes, 17 de abril de 2015

TERAPIAS DO MOVIMENTO EM SUSPENSÃO

A actualidade sobre a saúde física está em permanente evolução. A partir das diferentes variedades de Pilates e Treino Funcional, foram-se criando diferentes métodos e técnicas que procuram o incentivo e desenvolvimento do movimento do corpo humano, aumentando a liberdade e amplitude de movimento com o objectivo de obter um corpo equilibrado e livre de limitações. 
O treino em suspensão é o método mais complexo quando se aborda o processo em apoio instável para activação do CORE ou Centro de Energia como se denomina em Pilates.

  • Estimula uma maior ativação e recrutamento de fibras musculares profundas, responsáveis ​​pela postura. 
  • Provoca uma maior co activação do agonista / antagonista. 
  • Realiza-se um trabalho analítico a nível articular e por sua vez global, estimulando o alinhamento nas cadeias musculares. 
  • Os exercícios são realizados em suspensão parcial ou total, ou seja, com um ponto de ancoragem e tocando o chão com qualquer parte do corpo ou em suspensão completa
Por sua vez, o treino em suspensão também pode ser utilizado para fins terapêuticos. Este tipo de terapia cria um estímulo neuromuscular que equilibra a postura para eliminar as tensões musculares e desequilíbrios articulares.
  • Vários exercícios geram um alongamento miofascial de diferentes meridianos miofasciais
  • Inversões parciais ou completas que descomprimem a coluna
  • Postura e alongamentos nas cadeias
  • Decoaptações que libertam a pressão articular com efeito hipoalgésico na musculatura. 
  • A capacidade de adquirir posturas agradáveis com efeito relaxante.

Graças a esses e muitos outros benefícios pode-se usar material de suspensão como uma ferramenta para ganhar força ou como tratamento terapêutico de dor e diversas patologias.
Há amplas evidências de que a dor, posturas desequilibradas ou a própria vida sedentária e inactiva, altera os sinais enviados do corpo para o cérebro.
O corpo obedece a três leis segundo Busquets: 
  • Equilibrio 
  • Economia 
  • Conforto (sem dor)
No esquema fisiológico o equilíbrio é essencial, as soluções adaptadas serão económicas, um sistema deste tipo é "naturalmente" confortável.
No esquema adaptativo (curvas), o corpo trata de manter o equilíbrio, dando prioridade à "não dor" ou conforto.
Para evitar a dor, o corpo curvar-se-á, diminuirá a sua mobilidade para proteger qualquer dor, gerará certas posturas ou movimentos menos económicos, procurando e dando prioridade ao conforto máximo, sem dor.
A terapia de movimento em suspensão obriga o corpo "a pensar" sobre a sua postura, já que estar apoiado por uma fita e suspenso no ar, terá que "reorganizar" as suas sensações de forma natural, económica e confortável, sem as pressões da horizontalidade do chão, cadeiras ou plataformas horizontais habituais em que treinamos para realizar os exercícios.
As progressões naturais dos movimentos e posturas faz com que seja uma terapia eficaz e segura, além de divertida e original.
Aqueles que praticam dizem que têm a sensação de "flutuar" no ar e isto é literalmente assim.

Visite o nosso site www.gymfactory.net para ver um vídeo com alguns exercícios.

  • Busquet, L. (2002), Las cadenas musculares. Tomo I: Tronco y columna cervical, 4ª edición, Ed. Paidotribo. 

domingo, 25 de mayo de 2014

BURSITE TROCANTÉRICA E RESSALTO DE ANCA

A bursite é uma inflamação da bursa de tecido conjuntivo em torno de uma articulação. Pode ser causada por artrite, infecção, traumatismo e excesso de exercício, sendo caracterizada por uma dor intensa na área afetada e agravada com movimentos.




A bursite é uma inflamação da bursa de tecido conjuntivo em torno de uma articulação. Pode ser causada por artrite, infecção, traumatismo e excesso de exercício, sendo caracterizada por uma dor intensa na área afetada e agravada com movimentos.

Na região do trocanter maior, proeminência óssea no terço proximal do fémur, temos uma das bolsas serosas que mais frequentemente entram em conflito mecânico. A sua inflamação pode derivar de várias causas, tais como traumatismo, cirurgia ao quadril e também uma assimetria no comprimento dos membros inferiores. A esses fatores podemos acrescentar o uso de calçado inadequado, sobrecarga por exercício ou pequenos traumatismos de repetição pela execução de tarefas habituais.

É característico o aumento da sensibilidade na região trocantérica, apenas pelo toque. A dor aumenta quando nos colocamos em decúbito lateral, sobrecarregando com o peso do corpo a zona afectada e é típico que a dor irradie ao longo do fémur, em direção ao joelho e, por vezes, até as nádegas.

Os primeiros passos após sair de uma posição sentada ou de um período de descanso geram um aumento do desconforto que diminui somente quando os tecidos moles melhoram a sua viscoelasticidade com o aumento da temperatura local. Se a actividade se mantiver ao longo do tempo é provável que os tecidos tendam a inflamar e aumente o desconforto, que se agrava quanto mais temperatura percam os tecidos e a sua capacidade viscoelástica se reduza. Também é comum que a dor piore durante a noite e dificulte o descanso.


Convém excluir a existência de depósitos calcários em torno do osso, o que tornaria mais fácil ocorrerem recaídas. O toque dos tecidos moles na área, principalmente o tensor da fáscia lata (TFL), pode gerar uma tendinopatia do músculo em questão e, assim, chega a ocorrer o denominado Ressalto da anca.

As complicações comuns são a tendência a tornar-se crónica se não existir tratamento adequado e distúrbios no sono. É típico o aumento da dor no período nocturno.

Os AINES são frequentemente prescritos para reduzir o inchaço e a dor mas não são muito eficazes e, em qualquer caso, não trata a causa, escondendo apenas o sintoma. Além do mais, podem causar complicações gástricas, renais e hepáticas em certos pacientes. A injecção de um anestésico local com corticóides é uma prática generalizada, com um efeito mais duradouro, mas com a possibilidade de enfraquecer os tendões na área e aumentar o risco de ruptura.

A cronicidade da lesão pode levar a que os tecidos da região da anca adquiram fibrosidade e reduzam a sua elasticidade e capacidade de deslizamento. Por vezes, isto conduz uma lesão designada de Ressalto da anca.

O mais comum é que seja o TFL, aquilo que toca na proeminência óssea do trocanter. Esta fricção conduz à inflamação da bursa e às alterações referidas nas características estruturais do tendão. Assim, entra-se num ciclo vicioso que pode perpetuar a lesão. É comum sentir um estalar e uma limitação do movimento de flexo-extensão do quadril.

Noutras ocasiões, o Ressalto da anca é causado pela fricção do psoas-ilíaco na proeminência iliopectínea ou por um rasgo da fibrocartilagem que rodeia o acetábulo, lugar em que a cabeça do fêmur assenta e faz a articulação coxofemoral.

A fricção da banda iliotibial manifesta-se com adução e rotação interna e externa, que produz o ressalto do tendão ao passar por cima do trocânter. Se o ressalto da anca tem origem na fricção do psoas, evidencia-se elevando o membro inferior em extensão, a partir de uma posição de flexão em pé. Os ressaltos da fibrocartilagem são uma complicação mais grave, porque isso significa que existe um envolvimento intra-articular. Normalmente rotação interna é reduzida, com dor na área da virilha, pode-se ouvir um clique e, em estágios avançados exibir um encurtamento da perna. Neste caso, estaremos perante uma coxartrose como pior prognóstico.


Por vezes, o ressalto da anca não é doloroso, simplesmente se nota o ressalto, não limitando os movimentos. Para prevenir que os sintomas piorem, a fisioterapia, com alongamentos dos músculos que ligam à pélvis, é o tratamento mais recomendado para melhorar a mobilidade e diminuir o desconforto. Os alongamentos devem destinar-se aos músculos adutores e abdutores, flexores, extensores e rotadores da anca.

A cirurgia recomenda-se nos casos em que as dores e a limitação funcional impossibilitem o desenvolvimento normal das atividades diárias.  

Na região do trocanter maior, proeminência óssea no terço proximal do fémur, temos uma das bolsas serosas que mais frequentemente entram em conflito mecânico. A sua inflamação pode derivar de várias causas, tais como traumatismo, cirurgia ao quadril e também uma assimetria no comprimento dos membros inferiores. A esses fatores podemos acrescentar o uso de calçado inadequado, sobrecarga por exercício ou pequenos traumatismos de repetição pela execução de tarefas habituais.

É característico o aumento da sensibilidade na região trocantérica, apenas pelo toque. A dor aumenta quando nos colocamos em decúbito lateral, sobrecarregando com o peso do corpo a zona afectada e é típico que a dor irradie ao longo do fémur, em direção ao joelho e, por vezes, até as nádegas.

Os primeiros passos após sair de uma posição sentada ou de um período de descanso geram um aumento do desconforto que diminui somente quando os tecidos moles melhoram a sua viscoelasticidade com o aumento da temperatura local. Se a actividade se mantiver ao longo do tempo é provável que os tecidos tendam a inflamar e aumente o desconforto, que se agrava quanto mais temperatura percam os tecidos e a sua capacidade viscoelástica se reduza. Também é comum que a dor piore durante a noite e dificulte o descanso.

Convém excluir a existência de depósitos calcários em torno do osso, o que tornaria mais fácil ocorrerem recaídas. O toque dos tecidos moles na área, principalmente o tensor da fáscia lata (TFL), pode gerar uma tendinopatia do músculo em questão e, assim, chega a ocorrer o denominado Ressalto da anca.

As complicações comuns são a tendência a tornar-se crónica se não existir tratamento adequado e distúrbios no sono. É típico o aumento da dor no período nocturno.

Os AINES são frequentemente prescritos para reduzir o inchaço e a dor mas não são muito eficazes e, em qualquer caso, não trata a causa, escondendo apenas o sintoma. Além do mais, podem causar complicações gástricas, renais e hepáticas em certos pacientes. A injecção de um anestésico local com corticóides é uma prática generalizada, com um efeito mais duradouro, mas com a possibilidade de enfraquecer os tendões na área e aumentar o risco de ruptura.

A cronicidade da lesão pode levar a que os tecidos da região da anca adquiram fibrosidade e reduzam a sua elasticidade e capacidade de deslizamento. Por vezes, isto conduz uma lesão designada de Ressalto da anca.

O mais comum é que seja o TFL, aquilo que toca na proeminência óssea do trocanter. Esta fricção conduz à inflamação da bursa e às alterações referidas nas características estruturais do tendão. Assim, entra-se num ciclo vicioso que pode perpetuar a lesão. É comum sentir um estalar e uma limitação do movimento de flexo-extensão do quadril.

Noutras ocasiões, o Ressalto da anca é causado pela fricção do psoas-ilíaco na proeminência iliopectínea ou por um rasgo da fibrocartilagem que rodeia o acetábulo, lugar em que a cabeça do fêmur assenta e faz a articulação coxofemoral.

A fricção da banda iliotibial manifesta-se com adução e rotação interna e externa, que produz o ressalto do tendão ao passar por cima do trocânter. Se o ressalto da anca tem origem na fricção do psoas, evidencia-se elevando o membro inferior em extensão, a partir de uma posição de flexão em pé. Os ressaltos da fibrocartilagem são uma complicação mais grave, porque isso significa que existe um envolvimento intra-articular. Normalmente rotação interna é reduzida, com dor na área da virilha, pode-se ouvir um clique e, em estágios avançados exibir um encurtamento da perna. Neste caso, estaremos perante uma coxartrose como pior prognóstico.


Por vezes, o ressalto da anca não é doloroso, simplesmente se nota o ressalto, não limitando os movimentos. Para prevenir que os sintomas piorem, a fisioterapia, com alongamentos dos músculos que ligam à pélvis, é o tratamento mais recomendado para melhorar a mobilidade e diminuir o desconforto. Os alongamentos devem destinar-se aos músculos adutores e abdutores, flexores, extensores e rotadores da anca.


A cirurgia recomenda-se nos casos em que as dores e a limitação funcional impossibilitem o desenvolvimento normal das atividades diárias.  

O PILATES COMO MEIO DE COMBATE AU TRANSTORNO AFETIVO SAZONAL

Com a chegada do Outono, muitas pessoas sentem falta de energia e sofrem de sintomas como depressão, tristeza profunda, irritabilidade, apatia e maior necessidade de comer doces. Uma simples consequência do retorno à rotina depois das férias? NÃO. Estamos perante o denominado Transtorno Afetivo Sazonal (TAS).


O Transtorno Afetivo Sazonal, também conhecido pelas sigla TAS, é um tipo de depressão que aparece nos meses de frio. Surge no outono e começa a desaparecer no inicio da primavera, quando os dias ficam mais longos.
Os sintomas que apresenta, característicos dos transtornos depressivos, podem ser mais leves ou mais pesados. Mudanças no humor, melancolia, irritabilidade e falta de interesse pelas atividades habituais, são os sintomas mais comuns. Quem se encontra afetado pelo transtorno, sente que tem menos energia e capacidade de concentração, que se vai agravando à medida que avança o dia, assim como um maior desejo de consumir alimentos doces, como chocolate, o que normalmente resulta num aumento do peso. 
Apesar de ser uma doença “invisível”, estima-se que cerca de 5% da população espanhola sofra da mesma. Esta percentagem aumenta nos países em que as horas de luz solar são mais reduzidas.
EM BUSCA DA LUZ
A luz parece ser a causa, ou melhor, a sua falta. Neste sentido, tem-se especulado que a terapia com luz artificial poderia ser um bom método para combater esta patologia. Existem inúmeros estudos que apontam a fototerapia como uma arma efetiva contra os sintomas do TAS. Para tal, é usada uma lâmpada extremamente forte que imita a luz do sol. A má noticia é que o método não é eficiente em todos os casos, surtindo efeito em somente 50% dos afetados.
O EXERCICIO OTIMISTA
Está demonstrado que o exercício físico é muito mais do que uma maneira de fortalecer e tonificar os músculos. É, em si mesmo, uma grandiosa terapia contra muitos males do nosso dia-a-dia. Este poderá ser, entre as inúmeras prescrições possíveis, um veiculo de tratamento para a depressão, assim como para o TAS. Uma atividade aeróbica realizada ao ar livre parece ser a combinação mais apropriada. Não obstante, a experiencia sugere que muitos dos afetados parecem melhorar através do Pilates. Porquê? Pode realmente o Pilates ajudar no combate a este e outros problemas da mente?
Joseph Pilates interessou-se especialmente na relação que havia entre o corpo e a mente, especialmente no modo como o exercício físico a afeta. “O exercício físico é o primeiro requisito para a felicidade”. As suas ideias revolucionarias para a época acerca dos benefícios que o exercício físico tem no nosso estado mental, confirmaram-se na atualidade.


O exercício liberta endorfinas, hormonas que conduzem a estados de euforia e bem-estar. Se aos efeitos destas hormonas acrescentarmos as consequências naturais da prática regular de exercício físico, conectando corpo e mente, como ocorre no Pilates, os efeitos sobre a nossa mente são muito maiores. O Pilates caracteriza-se pela prática da perceção do nosso corpo, fluindo naturalmente com o movimento, num modo de meditação consciente. Através desta atividade, não só se aumenta a dinâmica e qualidade dos movimentos corporais, como também é tratado o estado de ânimo.
Por consequência, o movimento consciente é a expressão do que se passa no nosso interior. Uma postura fechada e cabisbaixa, por exemplo, expõe uma depressão ou um problema por resolver. Desta maneira, pode-se trabalhar a postura, combatendo o problema desde a raiz. Por outro lado, o movimento estimula igualmente as sinapses nervosas, estabelecendo novas conexões entre neurais, isto é, o cérebro cresce e aumenta a sua capacidade de relacionar conceitos.
É assim que, por vezes, as terapias mais valiosas não passam por formulas químicas nem por robustas maquinas de tratamento, mas sim as terapias oferecidas pelo nosso próprio organismo. Movimento, consciência e conexão corpo-mente, são as chaves do Pilates e igualmente as chaves do bem-estar. Quem sabe não será um caminho mais direto e eficaz nessa grande busca pela felicidade.


 
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