COMO ESTÃO OS GINÁSIOS PORTUGUESES?
O Barómetro do Mercado de Fitness fornece aos operadores do mercado uma perspetiva única sobre a evolução do sector de 2014 para 2015. Esta informação é crucial para a perceção das reais taxas de participação, para comparar tendências e para que o mercado disponha de ferramentas de benchmarking atualizadas.
O estudo da AGAP integra o maior estudo europeu da indústria do fitness – European Health and Fitness Market Report 2016 – a realizar pela Deloitte para a EuropeActive.
A apresentação deste estudo europeu será feita no 3º European Health & Fitness Forum, em Colónia, no âmbito da FIBO. Uma publicação que compila a performance do sector de 18 países europeus.
O estudo em Portugal foi conduzido por uma empresa independente e especializada em estudos de mercado e levado a cabo no início do ano através de telefone e plataforma online.
O número total de instalações a participar neste estudo foi de 314, com 262 respostas. Estas empresas representavam 361 ginásios em 2015, o que se traduz num crescimento de 5% face ao ano anterior.
É muito difícil fazer projeções nacionais sobre 100% da realidade do fitness em Portugal. Ateste-se: o IPDJ não tem informação sobre o número de ginásios oficialmente abertos em Portugal, o INE refere a existência de 950 instalações, o Banco de Portugal, por seu lado, menciona 1.900. Portanto, mais que cenários e projeções, na AGAP gostamos de medir os dados que recebemos e é essa a informação que temos como sólida.
Num ano passam muitas coisas, mas no final são os números que contam. É como num jogo de futebol… podemos falar do árbitro, do domínio de jogo ou das bolas ao poste… mas o que fica para a história é o resultado final. O mercado do fitness cresceu 13% em 2015, após 2 anos onde atingimos valores de 24% (2013) e 19% (2014). Esses foram anos atípicos como sabemos, fruto da grave crise que assolou toda a atividade económica em Portugal nos anos anteriores e, dessa forma, sempre mencionámos que o setor não cresceu mas, sim, recuperou. Podemos, agora, afirmar com alguma segurança que estamos efetivamente a crescer e a aproximar-nos da média europeia.
Pela primeira vez, tivemos também a necessidade de “partir” a análise global em dois. O motivo prende-se com o facto de existir um conjunto restrito de operadores que, pelo seu excessivo peso na amostra, influenciaria de sobremaneira o resultado final.
É claro que, analisando os dois grupos (clubes independentes e cadeias de ginásios) percebemos que existem duas velocidades:
• Os ginásios singulares reportam uma taxa de crescimento de 9%, mas este aumento incide nas instalações acima dos 500 m2.
• As cadeias mostram um crescimento brutal (39%) mas devemos considerar que este aumento é, acima de tudo, fruto da abertura de novos centros.
Dizemos que os orçamentos se gerem pelo nível de receitas e não pelo número de clientes e neste Estudo voltamos a comprovar que há dessincronização entre a variação de clientes e faturação. A constatação óbvia leva-nos a considerar que a adesão de novos membros se faz à custa de uma redução da margem do negócio, isto é, com promoções ou preço médio inferior.
Especificamente nesta matéria estará o ponto mais dramático de toda a análise do Barómetro: 55% dos ginásios independentes não cresceram na faturação, sendo que 22% inclusive viu o seu volume cair. Devem estar a soar os alarmes nestas organizações. Não basta manter ou replicar. Os novos desafios impõem mudanças e transformações, independentemente da causa – seja por que abrem novos ginásios (oferta) ou por que o perfil do consumidor mudou (procura).
Podemos ainda confirmar a perceção sobre o nível de implementação do serviço de Nutrição nos singulares - aproximadamente 70% - e a enorme oportunidade que o serviço de treino personalizada ainda oferece – 29% da amostra não dispõe e para 40% representa menos de 2% das receitas.
As cadeias de ginásios apresentam um balanço francamente mais positivo: 72% reportam crescimento de live members, 67% de faturação e, curiosamente, um preço médio mais alto. Há aqui ainda uma segunda nota importante que se prende com o perfil da instalação, ie, 40% dos inquiridos têm um volume mensal de faturação superior a 50 mil euros, ao contrário dos singulares (14%).
Por fim, existem 2 sub-análises que procuram retratar o espectro do mercado: segmento de preço baixo (low cost – 25% da amostra) e segmento de preço alto (premium – 6% da amostra). No primeiro caso entendemos filtrar por um preço médio abaixo dos 29,90 enquanto no segundo acima dos 55 euros. Atente que os rácios de captação, retenção ou staff por centro são totalmente diferentes mas de acordo com a perceção que temos para cada um dos segmentos – low cost conseguem atrair muitos clientes mas os centros premium conseguem mantê-los mais tempo.
Todas estas informações estão disponíveis para consulta mais detalhada. Poderá consultar o Preço Médio por Distrito, variações de clientes e faturação em função do tipo de clube, entradas e saídas, taxas de retenção, dimensão e atividades oferecidas pelos clubes, entre outros.
Caso tenha participado no BARÒMETRO, entre em contacto com a AGAP e solicite uma cópia.