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sábado, 24 de diciembre de 2016

Fitness Iatrogénico. Privilégio pela descoberta observacional


Parece bem claro para todos nós que exercício físico faz bem à saúde. Esperamos que uma ida ao ginásio, corrida pela marginal, ou até mesmo uns push ups e "abdominais" em casa melhorem a nossa condição física, queimem algumas calorias e até nos aliviem de alguma dor resultante de "más posturas". É algo factual, sendo que, pela observação mais atenta do contexto do exercício físico surjam questões ambíguas acerca da sua relação com a saúde, onde a dor é frequentemente mencionada como um bem necessário ao fim pretendido. "Mas o exercício não é pela saúde? Sendo pela saúde, não seria suposto livrar-nos da dor em vez de a trazer para articulações e músculos em que não sentia nada?" Num cenário ideal, a resposta seria "Sim". 

É neste sentido que surge no fitness um cenário onde existe uma constante perseguição pelo objetivo do cliente, muitas vezes desfasado das suas reais capacidades mecânicas, fisiológicas, emocionais, etc., e em momento algum, enquanto treinadores e agentes potenciadores da performance, podemos negligenciar a responsabilidade de atender às suas efetivas necessidades.

O distanciamento desta responsabilidade leva ao enquadramento do conceito de iatrogenia no Fitness. Por iatrogenia entende-se "lesão, processo patológico ou alteração orgânica que é provocado pelos médicos ou pelas suas atuações e tratamentos" (in Dicionário infopédia de Termos Médicos, 2016). 
No que diz respeito ao desempenho interno, não podemos esperar performances iguais em estruturas e orquestrações de contração muscular diferentes, ainda que seja comum a prescrição indiscriminada de um exercício, com exigências vincadamente direcionadas para o resultado quantificável, para o desempenho externo.

O processo formativo de cada profissional do exercício deverá ser uma constante, de forma a proporcionar novas valências e capacidades de observação e aferição mais pormenorizadas e desenvoltas, o que, não obstante, pode resultar numa tentativa muitas vezes frustrada de inferir sobre o que realmente se passa para além do que a vista alcança, por baixo da pele de cada executante. A complexidade da biologia humana, como a combinação de fatores neuro-musculo-articulares, é de tal forma vasta, senão infinita, que na realidade é humanamente impossível fazer uma leitura fiável, acabando por ser uma busca infrutífera pelo conhecimento instantâneo do que decorre no nosso sistema. Ainda assim, o conhecimento daquilo que é entendido como a norma (fisiologia articular, muscular e neural) pode conduzir a uma prática mais consciente e segura de qualquer profissão intimamente ligada ao exercício físico. Quanto maior a capacidade de aferição e a sua conjugação com o feedback do cliente, maior e mais precisa a proximidade ao que se desenrola. 

Ainda neste âmbito, não nos esqueçamos de uma questão de elevada relevância e que se torna pertinente incluir, não tivesse a tradição um peso esmagador no nosso seio e tão bem cimentada que qualquer tentativa de fuga à mesma pode ser considerada uma afronta. É à luz da mesma que o risco de um evento iatrogénico se eleva quase exponencialmente, na infinidade de diferenças estruturais intra e inter individuais. 

Já referenciámos necessidades e normas diferentes, que por si ao potencial, muito além da função “pré-definida” de cada estrutura, resultando numa orquestração observada e aferida no trabalho das alavancas articulares. Tendo em conta a importância dos fatores supracitados, e partindo do princípio que cabe a cada um de nós aprofundar o entendimento nesta problemática, vejamos de uma forma prática os seguintes exemplos de exercícios, esquecendo propositadamente o interesse fisiológico do objetivo de cada um:

1) Supino plano com barra.
O executante deverá deixar a barra descer até ao peito e empurrar novamente para que esta volte à sua posição inicial, afastando-a do tórax, até à extensão dos cotovelos. 
Segundo a norma, este será um movimento banal e, consequentemente, de fácil execução. Mas será mesmo acessível a todos? Será que, estruturalmente, todos conseguem uma abdução horizontal até que a barra toque no tórax, próximo dos 30º além da linha transversal dos ombros? Será que todos toleram um perfil de resistência invertido, ou seja, a aumentar à medida que a articulação do ombro caminha para uma posição de máxima congruência articular e menor capacidade contráctil? Foi avaliado o complexo articular em causa antes da aplicação de qualquer resistência externa? A escápula está naturalmente em protração ou retração? Os ombros são iguais, ou apresentam diferenças entre si? Até quando, no trajeto vertical da barra, poderá o treinador insistir para que vá “mais abaixo”? Até quando a tradição o mandar (“até ao peito”), ou até onde a avaliação prévia lhe diz que pode?

2) Agachamento com barra.
O executante deverá partir da posição de pé, com a barra “à nuca”, os pés paralelos e à largura dos ombros e fletir a anca e os joelhos até aos 90º, ficando com as coxas paralelas ao chão e regressa à posição inicial. 
A par do primeiro exemplo, normativamente, será um exercício também acessível a todos os seus praticantes, pressupondo que toda a gente se senta e levanta o agachamento deverá ser ainda melhor, pois é executado de forma muito mais controlada que o sentar numa cadeira ou sofá. Mas, mais uma vez se colocam interrogações dirigidas à permissão que as estruturas em causa dão para tal movimento. A coluna vertebral permite carga axial altamente desafiante para os músculos extensores da mesma? A articulação do ombro permite que o membro superior consiga segurar a barra próximo da posição de máxima congruência articular, já mencionada anteriormente? O sistema neuro-músculo-articular suporta um perfil de resistência também desajustado, que aumente à medida que nos dirigimos para maior flexão da anca e joelhos, inverso à sua capacidade contrátil? Os pés paralelos e à largura dos ombros permitem que exista uma boa relação entre flexão da anca e flexão do joelho? A orientação do acetábulo, ângulo de inclinação do colo do fémur e ângulo de torção do fémur proporcionam que os pés acabem por rodar interna ou externamente? A articulação tíbio-társica tem dorsi-flexão suficiente para permitir a chegada aos 90º sem levantar os calcanhares? Os joelhos vêm para dentro porque tem os adutores fortes? Vou corrigir sempre que verifico que está um pé para fora enquanto o outro se mantém na sua posição inicial?
De acordo com o grau de detalhe com que observamos cada estrutura no seu devido contexto, muitas mais questões poderiam surgir quer para cada um destes exemplos, quer para outros exemplos de exercícios, senão para todos, do mais simples ao mais complexo.
No entanto, a maior interrogação prende-se com o nível de proximidade que queremos ter da iatrogenia. Certamente que será tão grande a nossa afinidade com este fenómeno, quanto maior a nossa ignorância e défice de humildade para com um sistema biológico que está desenvolvido muito além da nossa capacidade de entendimento. 

SAMUEL CORREDOURA
- Licenciado em Desporto e Educação Física, FCDEF-UP;
- Certificado Pro, EXS;
- Formador Orthopaedics EXS;
- Treinador Personalizado, Virgin Active Oeiras.

domingo, 26 de julio de 2015

PEDRO DUARTE


Pedro Duarte

Pós-graduado em Finanças e Controlo de Gestão
Gestor de Fidelização do Cliente – Aquafitness Health Clubs
Controller do grupo Aquafitness durante 5 anos
Consultor em controlo de gestão, redução de custos e elaboração de planos de negócio
Pós-graduação em Finanças e Controlo de Gestão (ISEG)
Licenciatura em Gestão do Desporto (FMH & ISEG, prémio de melhor aluno)

SARA FARIA


Sara Faria

o Licenciada em Ciências da Nutrição pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto
o Mestranda em Nutrição Clínica pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
o Membro efectivo da Ordem dos Nutricionistas
o Trabalha na área clínica e desportiva em ginásios e clínicas privadas
o Detentora do CAP – Certificado de Competências Pedagógicas de Formador

LEANDRO SILVA


Leandro Silva

Licenciado em Educação Física
Pós-graduação em biomecânica e cinesiologia
Personal trainer - Welldomus
Especializado em reabilitação física, treino funcional e treino de força

ANTÓNIO MACIAS


António Macias

Licenciado em Ed. Física e Desporto pela FMH em 1994
Especializado em gestão de Health & Wellness Centres
Fundador da Active Life Wellness & Sports
Conselheiro europeu da IHRSA desde 2009
Treinador Pessoal de Wellness
Consultor Wellness & SPA

sábado, 25 de julio de 2015

CARLOS PEREIRA

Carlos Pereira da Cruz

Consultor, auditor e formador
Autor de vários livros sobre Estratégia e Balanced Scorecard
Docente convidado em várias pós-graduações (nas temáticas da Estratégia, Balanced Scorecard e Sistemas de Gestão)
Docente convidado na ESBUC de 2000 a 2010
Licenciado em Engª Química (FEUP)

RUI M. MARQUES


Rui M. Marques

MBA Gestão de Empresas - Faculdade de Economia e Gestão - ULHT
Pós-Graduação Nutrição - Instituto Superior Ciências Saúde Egas Moniz
Licenciado em Educação Física e Desporto – Faculdade de Motricidade Humana – UTL
Director Executivo Kalorias Fitness Clubs
Corporate Strategy Advisor (Phive Health Clubs, Knock Out e Xperience)

CÁTIA PEREIRA

Cátia Pereira

Advogada, APA LAWYERS
Especializada em Direito Societário e Proteção de Dados Pessoais

viernes, 24 de julio de 2015

ANTÓNIO AMARAL


António Amaral

Licenciado em Ciências do Desporto, Menção e Gestão do Desporto, FMH
Director Comercial do CLUBE VII HEALTH CLUB 
Pós-graduação em Marketing do Fitness, Fmh
Director-adjunto Kalorias Fitness Club 2012 a 2013
Director Comercial e Coordenação PT Solplay Family Health Club 2006 a 2012
Administrador Gerente Marca Clube W até 2011

MÁRIO SANTOS


Mário Santos

Director Executivo da All United Sports
Ex-Director Operacional de Negócio de uma grande cadeia nacional
Formação Executiva em Gestão na Universidade Católica e London Business School 
Mestrado Executivo em Gestão pelo ISCTE
Licenciatura em Ciências do Desporto pela FMH

NUNO PINTO DA SILVA


Nuno Pinto da Silva

Diretor Geral da LIFE Training
Ex atleta internacional, Certificado em Coaching e Master em Programação Neurolinguística
Licenciado pela Faculdade de Economia do Porto e Pós Graduação em Gestão de Marca
Practitioner e Master em Programação Neuro Linguística
Certificação Internacional em Coaching
Sócio e Diretor Geral da LIFE Training 
Diretor Executivo da Global Fitness
Consultor estratégico 

jueves, 30 de abril de 2015

NUNO MOURA














Nuno Moura
  • Treinador de condição física, pela Ecole Fédérale de gymnastique et sport (Macolin - Suíça);  
  • Preparador físico nas modalidades de atletismo e ski de competição em paralelo com o cargo de director desportivo numa estância de montanha (Anzére – Valais) até 1986 na Suíça; 
  • Instrutor superior graduado pela Schweizerischer karate verband;  
  • Fundador e Director do Clube O’Hara - body&mind, prestige e ecoclube (Torres Vedras); 
  • Possui ainda a carteira de jornalista tendo colaborado na área do desporto com alguns jornais de âmbito local e nacional.

ANA LUISA SOARES














Ana Luisa Soares
  • Licenciatura em Ciências Económicas e Empresariais (Universidade Lusíada, V. N. Famalicão) Especialização em Internacionalização de PME’S (ACIB) e Especialização em Gestão de Empresa (Citex)  
  • Senior consulting Manager Fitness Tribe Health Clubs Consulting Centro e Norte – Responsável por Planos de Consultoria de health clubs centro e norte.
  • Sócia Gerente Laksya Spa Training & Consulting.
  • Spa Manager Holmes Place. 

PEDRO ROQUE













Pedro Roque
  • Criador e Fundador do Método bProfit – Modelo de Gestão Comercial e Fidelização de clientes em Ginásios.
  • Gestor e Consultor de Gestão em mais de 30 Ginásios e Health Clubs em Portugal e Espanha.
  • Licenciado em Desporto e Educação Física pelo FCDEF-UP.
  • Programa Geral de Gestão – EGP. 

JOSÉ COSTA













José Costa
  • Mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Nova de Lisboa 
  • Mestre em Estudos Políticos Europeus pelo Colégio da Europa (Bruges, Bélgica) 
  • Colabora desde Maio de 2014 com a EuropeActive (antiga European Health and Fitness Association) como consultor, estando envolvido na implementação de vários projectos co-financiados pela Comissão Europeia. 
  • Iniciou a sua carreira na Fundação Robert Schuman, tendo passado ainda pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal e pela Comissão Europeia.  
  • Ao longo do seu percurso académico e profissional, especializou-se em políticas públicas nas áreas do desporto, saúde e nutrição a nível europeu. Tem 29 anos e é natural de Castelo Branco

viernes, 16 de enero de 2015

MIGUEL TABOSA VAZ


Miguel Tabosa Vaz

  • Empresário - Administrador Delegado da cadeia Kalorias 
  • Engenheiro Civil
  • P.C.A. Valvaz, S.A. (Empresa de Empreitadas e Obras Públicas) 1987-2004.
  • P.C.A. Gestlitoral S.G.P.S.-S.A. 1998-2014
  • Administrador delegado, Quinta da Arrábida, Empreendimentos Turísticos S.A. ( Pin 62- Projecto de Interesse Nacional) 2004-201

JOSÉ CARLOS REIS


JOSÉ CARLOS REIS

  • Licenciado em Educação Física pelo ISEF 1982/87;
  • Programa de Direcção de Empresas na AESE 2003/04;
  • Proprietário de um Ginásio de 87 a 91;
  • Director Técnico de Ginástica Acrobática;
  • Coordenação do Desporto Escolar de Lisboa;
  • Responsável pelo PDAGL (Plano de Desenvolvimento da Ginástica na CM Lisboa);
  • Sócio em duas empresas, uma de Eventos Desportivos e outra de Marketing Desportivo de 1998 a 2003;
  • Director Geral do Ginásio Clube Português desde 2003 (iniciei funções no Clube em 1998).

JOAQUIM MANUEL BRANDÃO DOS SANTOS


JOAQUIM MANUEL BRANDÃO DOS SANTOS

Formado em: Gestão e Contabilidade, TOC, CTC, Cultura Física, Nutrição e Naturopatia, Musculação aplicada, Artes Marciais e Defesa pessoal, Psicologia, Fitness Global, Formação Dirigentes Desportivos, Yoga, Turismo

ALCINO FRANCISCO


ALCINO FRANCISCO
Fundador da AGAP


  • Jornalista desde 1982. Fundou a revista Stampare em 1985, época em que se estreia na Rádio Fundação e funda a revista Infantar em 1995.
  • Em 1994 investe no segmento dos ginásios em Matosinhos e 18 meses mais tarde, repete a aventura em Valongo, onde permaneceria seis anos, antes de abandonar a atividade e regressar ao jornalismo. Foi o associado numero 1 da AGAP nos seus registos e atas.
  • Entra no Grupo 1º de Janeiro no Jornal Motor em 2002, para seguidamente se tornar assessor da Associação Portuguesa dos Comerciantes de Materiais de Construção. Em Portugal, haveria ainda de representar as feiras de Luanda, Alimentícia e Constrói Angola.
  • Em 2007, passa a residir em Londres onde se mantém como editor do jornal Palop News.

miércoles, 4 de junio de 2014

LUIS PERDOMO








LUIS PERDOMO
Contato


- Administrador, palestrante e especialista em Gestão de Empresas,Gestão    Estratégica e Marketing.
- Criador do Acade, modelo de Gestão para Academias.
- Formado em Administração, Marketing e Engenharia.
- Master Practitioner em PNL (Programação Neurolinguística) e Coaching, certificado pela International Coaching Community. Professor especialista no curso de Pós-Graduação em Gestão e Marketing Esportivo da UniÍtalo/SP.




 
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