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viernes, 11 de diciembre de 2015

RECEITA MÉDICA DE EXERCÍCIO FÍSICO?

O reconhecimento social que a atividade física atualmente beneficia tem sido uma oportunidade para mobilizar muitas pessoas a adotarem um estilo de vida mais ativo. No entanto, o sedentarismo continua a ser uma preocupação de saúde pública. A Saúde dos Portugueses. Perspetiva de 2015 publicado pela DGS (Direção-Geral de Saúde) divulgou que 64% dos portugueses são sedentários conforme o Eurobarómetro de 2014. Nesse ritmo, parece que a população portuguesa prefere despender mais dinheiro com a doença num futuro do que com a sua saúde num presente. Essa conduta comportamental nacional tem sido alvo de interesse da comunidade médica por todas as consequências que advirão do sedentarismo.

“Quanto maior for a diversificação de estímulos – é obvio que estes devem estar em conformidade com todos os conceitos de segurança e eficiência que regem a atividade – maiores serão as possibilidades de se atingir um melhor desempenho.”

“não só o Exercício Físico em si e suas atividades complementares possuem grande importância. Também os setores de apoio do Ginásio, como o Departamento Médico, a Avaliação Física-Funcional e o Departamento Nutricional assumem relevante função no sentido de orientar todo o trabalho, visando a aquisição e a manutenção


Sendo assim, a recomendação médica para a prática de exercício físico passa a fazer parte da rotina clínica e, associado a esse comportamento, está a dúvida para onde encaminhar e para quem encaminhar os pacientes. Existe uma conceção de insegurança face à credibilidade das competências do Educador Físico que favorece atitudes extensivas à prática clínica e à recomendação, como a prescrição do exercício. Desses comportamentos esperam-se também Receitas médicas de exercício físico? 

Mas quem as fará? Qual a sua opinião?

Obviamente o domínio da ordenação de objetivos, seleção de conteúdos (do conjunto de aptidões físicas), da escolha de exercícios adequados, associado ao complexo conhecimento dos princípios e metodologia do treino, não parecem competências a serem partilhadas de forma multidisciplinar. 

Organizar e orientar exercício físico não se resume ao conhecimento da anatomia, fisiologia, das características e necessidades físicas das pessoas e de tipologias de atividade física. A prescrição do exercício vai bastante mais além, reunindo conhecimentos de um amplo conjunto de saberes que se estendem desde anatomia e fisiologia... à organização e prescrição do treino que envolve um vasto conhecimento em metodologia do treino. 

De facto, é hoje reconhecido pela comunidade científica, médica e pela generalidade da sociedade civil, o papel relevante da atividade física na saúde e bem-estar das pessoas de todas as idades. Como já comentado, além desse reconhecimento, existe uma preocupação por parte dos profissionais de saúde, dito a Classe Médica, com uma adequada orientação e prescrição do exercício, de forma adaptável, segura e eficaz. Essa preocupação Saudável denota a importância da terapêutica multidisciplinar em que a adoção do exercício físico como terapia não-farmacológica é fundamental para prevenção e manutenção da saúde. Essa necessidade de integração de diferentes áreas da saúde em benefício dos cuidados primários de Vida Saudável exige, de facto, várias competências e especialização por parte dos profissionais de Saúde. No que diz respeito à responsabilidade do Educador Físico, parece que esse ainda conquista espaço por carência de credibilidade. Hoje, graças ao avanço nas licenciaturas em que a esfera da formação profissional também contempla a saúde e não apenas educação e desporto, e nas formações especializadas como os cursos avançados e pós-graduações, o Educador Físico tem oportunidade de se qualificar e exercer as suas capacidades de orientação e prescrição de exercício físico. O espaço é conquistado somente com a demonstração do domínio de competências através dos resultados. 

A prática da prescrição de exercício (pode dizer-se) é uma “arte” de compilação de saberes, experiências vividas e conhecimentos atualizados. Na ótica do ecletismo do que se pode orientar, prescrever e do como realizar exercício físico, parece difícil limitarem-se a Receitas de exercício físico. Uma receita não permitiria a diversificação de estímulos e bem como diz Ibidem (1996 in Lussac, 2008) “Quanto maior for a diversificação de estímulos – é obvio que estes devem estar em conformidade com todos os conceitos de segurança e eficiência que regem a atividade – maiores serão as possibilidades de se atingir um melhor desempenho.” Ou seja, o Princípio da Variabilidade ou Generalidade encontra-se fundamentado na ideia do desenvolvimento global do indivíduo, o mais completo possível. Para isso, devem utilizar-se as mais variadas formas de treino (Gomes da Costa, 1996). Nesse sentido, uma “receita ou um treino-tipo” divergem do princípio da variabilidade, valorizado na programação de qualquer forma de treino desportivo ou na prescrição do exercício. Noutras palavras, podemos dizer que não existe receita de bolo para a prescrição do exercício.

Voltados a um contexto de saúde e educativo, que envolve uma reunião de competências não só do conhecimento da saúde, estruturas e funções físicas mas também conhecimentos didáticos da prescrição do exercício, faz sentido que os Educadores físicos exerçam a profissão sem a necessidade de moldes e sim com elevada idoneidade.

À luz dos olhos de muitos especialistas, a aplicação de uma Receita de exercício transmite orientação, objetividade, segurança e defendem que a prescrição do exercício deveria ser como uma receita médica farmacológica, com indicação do tipo, da dose e do tempo. Seguindo essa perspetiva clínica saudável, de facto, um sentido de receita médica para a prescrição do exercício asseguraria a seriedade, porém, passaria a uma indicação e não uma recomendação. Sendo assim, as prescrições se restringiriam a um seguimento linear de diretrizes e linhas orientadoras, da prescrição do exercício.

O que não devemos deixar de perseguir é o princípio da Saúde integrando a prática de exercício físico/treino. Esse princípio encontra-se diretamente ligado ao próprio objetivo de uma atividade física utilitária que vise a saúde do indivíduo (Gomes da Costa, 1996). Portanto o princípio da saúde deverá ser o principal norteador da promoção da saúde. Quando Ibdem (1996 in Lussac, 2008) diz que “não só o Exercício Físico em si e suas atividades complementares possuem grande importância. Também os setores de apoio do Ginásio, como o Departamento Médico, a Avaliação Física-Funcional e o Departamento Nutricional assumem relevante função no sentido de orientar todo o trabalho, visando a aquisição e a manutenção dessa Saúde.” Depreende-se que o princípio da saúde está fundamentado na interdisciplinaridade (Lussac, 2008). 

Portanto, sendo a prevenção e promoção da saúde o foco que diferentes profissionais partilham, há que existir atuação ética entre as diferentes áreas. A prescrição do exercício depende do conhecimento, prática e comprometimento do Educador físico e, por todo o seu contexto de desenvolvimento, parece limitado restringir-se a uma receita médica de exercício. No entanto, o valor que é dado à Receita Médica para um tratamento deveria ser o mesmo que é dado à prescrição do exercício.

No essencial, entende-se que a atuação multidisciplinar tem um importante papel sobre a motivação das pessoas em adotarem condutas comportamentais de hábitos de vida saudáveis, alimentação e exercício. Porém, importa que cada profissional de saúde contribua com a sua especialidade. Nos dias de hoje revela-se essencial que os Educadores Físicos assumam a orientação e prescrição do exercício com seriedade, domínio e competência alargada a todas as pessoas, de todas as idades. Além dos objetivos estéticos tradicionais, devem controlar perfeitamente a orientação de um idoso, de um doente crónico, de um obeso, dos fatores de risco. Quando essa prática for comum e resultar com eficácia e segurança os descréditos perderão espaço e a saúde ganhará qualidade e longevidade.

Clarissa Biehl Printes

viernes, 27 de marzo de 2015

URTICARIA COLINÉRGICA LA ALERGIA AL EJERCICIO

El mecanismo fisiopatogénico de la Urticaria Colinérgica se manifiesta a los pocos minutos de iniciar la actividad física. Es una enfermedad que produce picor en el cuerpo debido al incremento de la temperatura corporal. En general los tratamientos con antihistamínicos son parcialmente efectivos, pues previenen los episodios.  Infelizmente esta es una enfermedad muy poco investigada, y es importante que las personas que la padezcan tengan en cuenta que cada caso es un mundo totalmente diferente. La incidencia  de la anafilaxia ocasionada por el ejercicio físico no está totalmente establecida, pues se trata de una patología relativamente nueva y poco conocida. Afecta a personas jóvenes desde la adolescencia hasta alrededor de los 40 años.

La Urticaria Colinérgica  está  asociada a muchos grupos de enfermedades,  uno de ellos las tiroideas. Se manifiesta con  pápulas eritematosas y pruriginosas de entre 2 y 4 mm. de diámetro en la piel del paciente por todo el cuerpo.
En el año 2004 tuve un interesante caso: una paciente de 21 años que padecía esta enfermedad. Al mínimo incremento de la temperatura de su cuerpo, la Urticaria Colinérgica se manifestaba de forma muy agresiva. Ya había visitado a varios especialistas y estaba siendo tratada con antihistamínicos (Cetirizina 10mg.) con una dosis diaria desde hacía  cuatro años. La medicación  tenía un efecto paliativo, pues en el momento de las crisis funcionaba, pero el tratamiento no eliminaba el problema. Su alimentación era de lo más sano y mantenía un equilibrado aporte hídrico. 
Con la subida de la temperatura corporal, la Urticaria Colinérgica queda patente por el picor y por la aparición de lesiones cutáneas, que en algunos casos  pueden acompañarse de manifestaciones respiratorias  como las disneas (dificultad respiratoria o falta de aire),  las  sibilancias (sonido que hace el aire al pasar por las vías respiratorias y que está relacionado con una importante falta de respiración) y, en los casos más extremos, los angioedemas (que se caracterizan por la rápida tumefacción de la piel y los tejidos) o hipotensión (tensión más baja de lo normal). La  UC  también  puede manifestarse por otros factores como  las duchas con agua demasiado caliente o  las saunas, y/ o por factores emocionales o estrés. Normalmente se presenta entre los 2 y los 30 minutos  después de haber iniciado  la actividad física. Cada caso es un mundo totalmente diferente, pudiendo estar asociada a diferentes enfermedades. En muchos de estos casos,  la relación puede hacerse con la alimentación del sujeto: una mala alimentación puede ocasionar la estimulación del alérgeno, haciendo que las  reacciones alérgicas  sean bastante más frecuentes de lo normal. A la mínima alteración del metabolismo  se puede ocasionar  una subida de la temperatura corporal, los picores se manifestarán de una forma muy intensa,  de ahí el malestar. Muchas veces no es posible identificar el alérgeno alimentario exacto.
En el caso de mi paciente, hemos enfocado el tratamiento de una manera investigativa, pues los antecedentes de esta enfermedad eran y siguen siendo muy escuetos, así que tuve que emplear muchos de los  estudios de  Neurofisiología  para intentar lograr obtener respuestas. Hemos comenzado a emplear un programa de ejercicios isométricos controlados, abarcando todos los grupos musculares.
Estos ejercicios se basan en el trabajo de los grupos musculares sin que existan movimientos de contracción o extensión del músculo. Se contrae el músculo estáticamente y no hay movimiento en la articulación.  Se utilizan para mejorar fuerza estática y a veces para rehabilitar una articulación después de una lesión. El ejercicio isométrico excesivo no debe ser realizado por pacientes hipertensos o con enfermedades cardiovasculares porque puede suponer una sobrecarga excesiva al corazón. Cuando hay una gran carga de ejercicio estático (isométrico) el corazón no bombea mucha sangre, pero debe luchar contra la resistencia periférica y entonces se hipertrofia  y  la tensión arterial aumenta. Por ello no se recomienda su realización a las personas que sufren hipertensión arterial.

Al mismo tiempo se le prescribió un programa complementario de estiramientos de todos los músculos que se trabajaban isométricamente. En total eran sesiones de hora y media una vez por semana, en las que se trabajaban los ejercicios de una manera muy intensa. El resto de la semana,  hacía vida normal. Además la paciente  en este momento padecía algunos episodios de ansiedad, por lo que se enfocaban las sesiones de una manera muy cuidadosa. En su momento se le recomendó que siguiera con los antihistamínicos hasta que aflorasen  los efectos fisiológicos del programa de ejercicios prescrito. A los cuatro meses de tratamiento a base de ejercicios isométricos acompañados de estiramientos, con un total de16 sesiones, esta persona  dejó de consumir  los antihistamínicos  al remitir los episodios de urticaria.  A los 6 meses introdujimos gradualmente el ejercicio aeróbico con sesiones de bici estática, que fueron aumentando desde 20 minutos hasta los 50 minutos, además de seguir con los ejercicios isométricos. La Urticaria Colinérgica  ha remitido de una manera muy satisfactoria: el tratamiento con actividad física controlada no sólo ha conseguido suprimir la medicación, sino que además  ha remitido totalmente en este caso práctico. El único problema, o la suerte según se mire, que tiene esta persona a día de hoy, es que no puede dejar de practicar actividad física, pues me ha comunicado que si está largos periodos de tiempo sin hacer ejercicio  puede aparecer de nuevo la urticaria, aunque de una manera muchísimo más leve.  Ahora le sucede al revés: el ejercicio ha pasado de inducir las crisis a ser la solución.  Cuando una persona empieza un programa de ejercicio ocurren varios cambios en su organismo debido a la liberación de varias sustancias químicas,   entre las cuales  están las endorfinas, la serotonina, la oxitocina y la noradrenalina, que además de producir  una ingente cantidad de efectos positivos, algunas de ellas también actúan  como antihistamínico natural. En todo ese proceso, una vez que el metabolismo de la persona se ha estabilizado con la nueva situación de entrenamiento, los picores han remitido. 
Quiero ensalzar que es fundamental que las personas busquen siempre el consejo y la supervisión de un experto  antes de autotratarse.
A lo largo de nuestro día, pasamos gran parte del tiempo contrayendo  isométricamente nuestra musculatura. No importa la postura en que nos encontremos; si no estamos acostados en la cama, siempre estaremos  contrayendo algún músculo de manera isométrica. Nuestro metabolismo se adapta muy rápidamente  a esta  clase de contracción muscular, por ello, si no se padece ningún problema cardiaco, con la aplicación de estos ejercicios la temperatura del cuerpo no sufrirá una alteración tan importante como puede pasar con los ejercicios  aeróbicos y,  en el caso padecer UC, podrán adaptarse mejor a los ejercicios, aunque les cueste un poco al principio. Por ello,  el tratamiento a base de actividad física con ejercicios isométricos aplicado en el caso práctico descrito,  ha dado  resultados muy satisfactorios. Otra de las mejorías experimentadas por la paciente  fue que  consiguió controlar su ansiedad.
Infelizmente esta es una enfermedad muy poco investigada, y es importante que las personas que la padezcan tengan en cuenta que cada caso es un mundo totalmente diferente. Hay que buscar la información y el consejo de  un especialista. Las personas a las que les guste practicar actividad física, siempre deben hacerlo después de tener el visto bueno de un médico, deben saber qué clase de ejercicio es el más idóneo y siempre utilizar ropas adecuadas y de buena transpiración.   
La incidencia  de la anafilaxia ocasionada por el ejercicio físico no está totalmente establecida, pues se trata de una patología relativamente nueva y poco conocida. Afecta a personas jóvenes desde la adolescencia hasta alrededor de los 40 años.
 
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