Mostrando entradas con la etiqueta Especialização. Mostrar todas las entradas
Mostrando entradas con la etiqueta Especialização. Mostrar todas las entradas

viernes, 11 de diciembre de 2015

IMPORTÂNCIA DO TREINO FÍSICO (ESPECÍFICO) NO GOLFE

O golfe é um desporto desafiante que teve um aumento de popularidade ao longo dos últimos 10 a 15 anos. É visto pela generalidade como um jogo de técnica e perícia que requer menos esforço que a maioria dos outros desportos. Esta concepção é claramente errada. O golfe é um desporto incrivelmente atlético, senão vejamos:

Ao bater um drive o golfista amador atinge 90% do seu pico de ativação muscular, o que representa uma intensidade elevatória igual à de levantar um peso que só pode ser elevado quatro vezes antes da fadiga total ser alcançada. Este nível de esforço e de ativação muscular equipara o golfe a outros desportos, tais como, o futebol, o hóquei ou ainda as artes marciais.

Trabalhe o seu Corpo para melhorar o seu swing

Muitos golfistas despendem horas no Driving Range à procura do swing ideal ou adquirem equipamento de última geração em busca de uns metros extra nas suas pancadas, mas não se focam no melhor equipamento que têm disponível: os seus corpos. Partindo do conceito - quem joga o jogo é o homem e não os tacos - acredito no desenvolvimento das capacidades físicas como o principal pilar para a progressão do golfista.

Um corpo flexível, estável e forte é a chave para um swing fluído, consistente e potente, que permitirá não só colocar a bola a maiores distâncias, como corrigir erros de swing e prevenir lesões que, muitas vezes, tendem a deixar os golfistas fora dos campos por tempo indeterminado. 

Assim, é imperativo que o golfista esteja fisicamente preparado para a atividade do golfe, pois só desta forma o seu corpo conseguirá dissipar adequadamente as forças provenientes do swing sem prejuízo para o próprio. Caso contrário, irá fazer parte dos seguintes números: aproximadamente 60% dos jogadores profissionais e 40% dos amadores sofrem lesões por sobrecarga ou traumáticas ao longo de uma época. 

Importa destacar que as lesões lombares, do cotovelo, ombro e do punho estão entre as queixas mais comuns dos praticantes de golfe que, quando não diagnosticadas ou tratadas corretamente, podem levar a períodos de paragem mais prolongados. 


A coluna lombar é a região do corpo mais vezes afetada, independentemente do nível de golfe praticado. A sua limitada torção fisiológica sobre um eixo fixo, combinada com a alta velocidade do swing e a necessidade de o parar repentinamente, poderão potenciar determinadas lesões como o espasmo muscular, a hérnia discal, artrose das pequenas articulações posteriores da coluna, entre outras. 

Segue-se o cotovelo como a segunda região de maior incidência de lesões (sobretudo no atleta amador). O denominado “cotovelo do golfista” (inflamação do epicôndilo medial – face interna) deve-se, sobretudo, ao contacto precoce do taco com a relva, provocando uma carga excessiva sobre os tendões que se inserem no epicôndilo. Do lado oposto, temos o “cotovelo do tenista” (inflamação do epicôndilo lateral – face externa) que pode ter origem no excesso de uso e de swings realizados, essencialmente no cotovelo direito, no caso dos destros. Estas lesões aumentam com a frequência do jogo e com a idade. 

O ombro, por sua vez, no caso dos jogadores destros, devido ao stress mecânico exercido na fase final do backswing (ombro esquerdo) e do follow-through (ombro direito) poderá desenvolver quadros dolorosos, por vezes devido à inflamação tendinosa, à osteoartrose já presente ou, até mesmo, ao descondicionamento muscular. 
Por último, as lesões do punho mais frequentes nos jogadores profissionais e no punho esquerdo (nos jogadores destros), relacionam-se com o excesso de carga exercida, sobretudo no lado externo.

A Prevenção e a Avaliação física no Golfe como ferramentas de melhoria da performance 

A consciencialização de que na prevenção está o ganho, quer ao nível da redução do número de lesões, quer na melhoria de performance, é fundamental para um golfe com qualidade e com mais saúde. Desta forma, destaco alguns pontos que devem fazer parte da rotina de um “verdadeiro atleta”:

1. Aquecer e alongar sempre antes de jogar no campo de golfe, no mínimo 10 minutos
– 80% dos golfistas não fazem o aquecimento adequado;
2. Alongar os vários grupos musculares – não apenas os ombros e cotovelos
– Flexibilidade da anca (forte relação com dor lombar);
3. Fortalecimento do músculo glúteo médio (faz abertura da perna)
– Permite uma maior estabilização da cintura pélvica
4. Fortalecimento da musculatura abdominal
– Fortalecimento dos músculos abdominais e da região dorsal diminuem a sobrecarga lombar durante o swing.
5. Controlo dos fatores de risco cardiovascular
– Definir estratégias para uma prática mais segura

Não menos importante que o trabalho preventivo, a Avaliação física no Golfe responde às seguintes perguntas: “Estarei apto para jogar golfe?”, “Quais as minhas limitações?” .

Consiste na realização de vários testes com a finalidade de aferir a funcionalidade dos padrões de movimento necessários para o golfe, ou seja, na medição de vários indicadores de estabilidade, mobilidade, equilíbrio assim como vários parâmetros de rendimento como a força, potência e capacidade cardiovascular.

Este tipo de avaliação constitui o ponto de partida para jogar melhor e para prevenir lesões.

Frederico Silva

 
Gym Factory Portugal © 2014 gymfactory.net & Gym Factory . ...